Juros do crédito consignado são reduzidos no setor privado

Na semana passada, o Itaú reduziu as taxas de juros para crédito consignado. Do mesmo modo, o Bradesco essa semana reduziu de 26,7% para 23,9% ao ano os juros para beneficiários do INSS. Segundo o BACEN, a taxa de crédito caiu 3,2 pontos percentuais, para 26,1%, em março deste ano, quando o saldo total somou R$ 317,2 bilhões. Nesse período, a Selic, taxa básica de juros da economia, caiu 5,75 pontos.

 

 

 

 

 

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Aproveitando a curva do país tendendo a saída da recessão, logo depois a queda da taxa selic e o aumento da demanda na tomada de crédito, os dois maiores bancos do setor privado estão travando uma disputa para dominar o mercado. O Bradesco, com 14,3% do mercado, reduziu a taxa média de juros anuais cobrada para servidores públicos para 22,%, que a um ano atrás era de 25,4%. Assim como o Itaú, que tem 14,1% do mercado, diminuiu de 36,6% no mesmo período em 2016, para 32,2% atualmente.

 

O Bradesco levou a melhor no primeiro trimestre. Em suma, o banco lidera o mercado pela primeira vez desde 2012, quando o Itaú comprou a carteira do BMG. O Bradesco totalizou R$ 45,3 bilhões em crédito consignado ao fim de março, enquanto o Itaú fechou com R$ 44,7 bilhões.

 

De acordo com o secretário de Planejamento e Assuntos Econômicos, do Ministério do Planejamento, Júlio Alexandre, a imposição de um teto menor nos juros dessa operação contribuiu para o aumento do consignado. Na última alteração, a taxa cobrada dos servidores foi de 29,8% ao ano para 27,6%. Do mesmo modo para aposentados e pensionistas, o teto caiu de 28,9%, para 28%. Essas duas modalidades respondem atualmente por 94% do volume total do crédito consignado. Porem para o setor privado, não há um limite máximo determinado pelo órgão. A prioridade da pasta é o uso do FGTS para impulsionar o consignado no setor privado.

 

Taxas

 

O Itaú havia anunciado no dia 7 de maio a redução para 26,7% ao ano da taxa máxima do crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS. Logo depois, o Bradesco anunciou que a taxa mínima desse segmento iria para 23,9% ao ano para operações novas com prazos a partir de 49 meses. No Santander ficaram com taxas entre 25,3% a 28% ao ano.

 

Na Caixa Econômica Federal, o aposentado e pensionista INSS que é cliente e recebe o benefício pelo banco tem taxas que partem de 24,6% ao ano, a depender do prazo da operação e do relacionamento do cliente com a Caixa. No Banco do Brasil, a taxa mínima atual é de 20,3% ao ano.

 

Esse post foi um resumo da notícia completa veiculada no dia 17 de maio de 2018, por Pedro Ladislau Leite, no caderno de Economia & Negócios do Estado de São Paulo. Veja a reportagem completa no Estadão.

 

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