Leitura do mês para o consignado – Mais rápido e melhor

Leitura do mês para o Consignado comenta hoje sobre o livro Mais rápido e melhor. Escrita por Charles Duhigg, que também publicou outro best-seller, O Poder do Hábito, a obra tem por objetivo explicar o segredo por trás das equipes e pessoas altamente produtivas.

 

Com fundamentos bem respaldados em entrevistas e muita pesquisa, Charles se debruça sobre o que faz com que um grupo obtenha resultado incríveis, enquanto outros não. Sempre embasado em exemplos reais, o autor traz reflexões valiosas sobre como formar culturas que estimulam a produtividade, nos negócios e na vida.

 

 

Está fazendo alguma tarefa e não quer parar para ler? Então utilize o player abaixo para escutar o áudio deste post.

 

Uma das pesquisas mais interessantes foi com profissionais do Google que lideraram um projeto chamado Aristóteles. O Aristóteles estudou o trabalho em equipe dentro da empresa, na busca por entender o que torna uma equipe perfeita.

 

A gigante de tecnologia sempre acreditou que colocar vários gênios no mesmo grupo era suficiente para ter uma equipe de alta performance. Mas nem sempre isso acontecia. Havia algo que fazia algumas equipes produzirem muito mais resultado do que outras.

 

Com a ajuda de psicólogos, estatísticos, sociólogos e engenheiros, o Google descobriu que há normas importantes que regem o comportamento de cada indivíduo dentro do grupo. Em suma, cada grupo desenvolve sua cultura e isso determina, entre outras coisas, se as pessoas falam demais, ou se são mais introvertidas; se interromper o colega enquanto fala é errado, ou se muitas pessoas falando ao mesmo tempo é conveniente; se reuniões diárias surtem efeito, ou se o melhor é compartilhar ao longo de cada tarefa.

 

Essa cultura da equipe é fundamental para potencializar as capacidades dos seus integrantes. Por outro lado, se as normas seguem um caminho contraproducente, vão arruinar toda possibilidade de grandes resultados. É como se as normas pudessem determinar um Q.I. coletivo, isso está ligado na forma como as pessoas se tratam.

 

O Google tentou encontrar um padrão. Mas as normas variavam muito. E havia casos onde as normas não possuíam características potencializadoras (também não eram propriamente ruins), mas o time entregava muito resultado.

 

A conclusão da empresa veio por um aspecto comum em todas elas: segurança psicológica. De acordo com os pesquisadores, todos os grupos de alta performance tinham pessoas que se sentiam muito seguras em falar abertamente sobre seus erros e opiniões. Essas pessoas não temiam que seus gestores as punissem por qualquer falha e, mais importante, também não se sentiam envergonhadas em opinar sobre qualquer assunto nas conversas em grupo.

 

Esses grupos valorizavam a opinião de cada indivíduo. Ainda que, na avaliação do gestor ou da maioria, não houvesse razão sobre determinado ponto de vista, as pessoas discutiam seriamente.

 

Esta segurança psicológica, concluíram os responsáveis pelo projeto, estava por trás de todos os grupos bem-sucedidos da empresa e era como um pilar para eles. É fundamental que cada indivíduo se sinta à vontade em falar e que seja ouvido.

 

SMART

 

O livro também aborda detalhes sobre como a GE tornou-se uma empresa de projetos tão grandiosos e de grande sucesso. Neste caso, a reflexão fica sobre o método de objetivos SMART, usado pela empresa por décadas.

 

Afinal, empresas precisam ir além da operação do dia-a-dia que cumpre o trabalho demandado pelo seu core business. Objetivos ambiciosos e aderentes à cultura, equipe e missão da empresa, dão espaço para inovação e crescimento.

 

Em síntese, O SMART é uma metodologia que define algumas características fundamentais para cada objetivo que se cria. A sigla é um acrônimo de expressões em inglês, que são:

 

  • Specific – O objetivo precisa ser específico, não deve ser amplo ou genérico.
  • Measurable – Deve ser mensurável. É preciso conseguir medir o resultado a qualquer momento.
  • Attainable – Precisa ser atingível, realístico.
  • Relevant – Alcançar esta meta precisa gerar algum resultado relevante. Ela precisa ter impacto.
  • Time based – Precisa ter um tempo para ser alcançada.

 

 

Praticar a análise SMART sobre cada uma das metas que você já possui é muito importante. E, é claro, passar a usar o SMART para apoiar a criação e definição de cada novo objetivo.

 

Você deve garantir que cada novo projeto ou meta respeite esses conceitos. Assim, você terá um método de trabalho apoiado no processo, do início ao fim, potencializando ainda mais o seu resultado.

 

E é interessante observar que a metodologia SMART não se aplica somente aos negócios. Desafios e metas pessoais também podem ser planejadas de acordo com estes conceitos.

 

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